Algumas experiências sexuais só ocorrem na mente de um indivíduo, ou seja, em fantasia. Sejam elas quais forem, correspondem ao mundo subjectivo. Trata-se de uma propriedade privada, onde não há regras nem limites. As fantasias pertencem à dimensão do imaginário, ocorrendo num universo individual da mesma forma que os sonhos.

As fantasias sexuais nem sempre são lineares como uma história, com princípio, meio e fim. Por vezes, a fantasia é fragmentada ou focada em apenas uma cena específica. Geralmente as fantasias sexuais acompanham a masturbação e/ou as relações sexuais, aumentando a sensação de prazer.

Noventa e cinco por cento dos homens e das mulheres descrevem ter fantasias sexuais. No entanto, nem todas as pessoas fantasiam, umas têm a mesma fantasia repetidamente e outras possuem uma imaginação muito diversificada. Estudos referem que as pessoas que mencionam fantasiar mais possuem uma maior frequência de relações sexuais, bem como um maior grau de satisfação sexual.

Estudos demonstram que ambos os géneros, feminino e masculino, fantasiam da mesma forma, mudando apenas os conteúdos das fantasias. Os homens, geralmente, assumem um papel mais activo e/ou dominante e as mulheres um papel mais submisso e/ou romântico. Os conteúdos das fantasias podem ser variados, podendo ser estimulados por filmes, livros, fotos ou pela própria imaginação. 

A fantasia não corresponde propriamente ao desejo de realizar. É comum existirem fantasias com colegas, celebridades, pessoas de uniforme, a fazer sexo em grupo, ménage a trois, com pessoas do mesmo sexo entre outras. Trata-se de fantasias e não de actuação.

Embora fantasiar seja saudável para a sexualidade e para a mente, 20 por cento das pessoas que fantasiam referem sentir culpa. Desta forma, a presença de fantasias pode ser potencialmente perturbadora, não apenas pela presença da culpa como também pela ausência de proveito no que concerne a intensificação do prazer.

Investigações demonstram que pessoas que tiveram uma educação rígida e/ou religiosa de forma bastante marcada e as que sofreram algum tipo de agressão sexual (trauma) tendem a fantasiar menos, possuindo uma percepção negativa e perturbadora em relação à fantasia sexual.

Um inquérito desenvolvido sobre este tema concluiu que pessoas que possuem fantasias sexuais sem experimentar angústia podem usufruir das fantasias sexuais como uma experiência que culmina no prazer do indivíduo e/ou do casal. Trata-se de experiências vivenciadas pela imaginação que podem estimular o desejo, a excitação, como também intensificar o orgasmo durante a masturbação e/ou durante as relações sexuais.

As fantasias ajudam em vários aspectos: na estimulação do desejo, da excitação e do orgasmo, sendo que o orgasmo pode ser precipitado e/ou intensificado devido à fantasia. Por vezes, pode ser um contributo muito elevado, chegando a ajudar na ansiedade de performance. Em suma, quando utilizada como um recurso de forma saudável, pode contribuir para o prazer físico e emocional.