As Disfunções Sexuais Femininas (DSF) foram revistas em 1998, no primeiro Consensus Development Panel on Female Sexual Dysfunction, proposto e organizado pela Sexual Function Health Council of the American Foundation for Urologic Disease, onde se reuniram diversos profissionais de diferentes áreas, a fim de realizarem uma revisão bibliográfica e renovarem os conceitos da DSF já definidas no DSM-IV. As actuais definições operacionalizadas estão descritas na American Foundation of Urological Disease (AFUD).

disfuncoes-sexuais_2A nova classificação ficou definida da seguinte forma:

  • Perturbação do desejo sexual:
    - Desejo sexual hipoactivo é caracterizado por uma persistente e recorrente deficiência/ausência de fantasias e pensamentos sexuais e/ou receptividade à actividade sexual, causando angústia pessoal;
    - Perturbação da aversão sexual é descrita como uma fobia e aversão ao contacto sexual permanente e persistente do parceiro causando angústia pessoal;

  • Perturbação da excitação sexual: é assinalada como uma dificuldade persistente e recorrente de atingir ou manter uma adequada excitação sexual, causando angústia pessoal, podendo também ser expressa por uma falta de excitação subjectiva, genital (lubrificação) e/ou outras respostas somáticas;

  • Perturbação orgásmica: é uma dificuldade persistente e recorrente de atingir o orgasmo, podendo ser expressa por uma demora ou ausência da estimulação e da excitação e causando angústia pessoal.

  • Perturbação da dor:
    - Dispareunia, dor persistente e recorrente associada ao coito;
    - Vaginismo, espasmo involuntário da musculatura do terço exterior da vagina persistente e recorrente que interfere na penetração, causando angústia pessoal;
    - Dor sexual não coital, dor genital persistente e recorrente induzida por estimulação sexual não coital.